O prefeito eleito de Goiânia Maguito Vilela (MDB) deve tomar posse por meio de uma assinatura eletrônica, de acordo com a equipe de transição. A hipótese de que ele pudesse participar da solenidade de posse por chamada de vídeo e fazer um gesto foi descartada. Ele segue internado na UTI de um hospital em São Paulo tratando complicações da Covid-19.

A decisão foi tomada em reunião nesta quinta-feira (31). “Deverá ser encaminhado um termo de posse para assinatura eletrônica. É uma plataforma, será feito um termo de posse em PDF junto com a plataforma de assinatura eletrônica, que será clicado por ele, geolocalizado”, disse o presidente estadual do MDB e filho do prefeito eleito, Daniel Vilela.

A solenidade de posse acontece na sexta-feira (1º). A possibilidade de se fazer de maneira remota foi aprovada pelos vereadores devido à pandemia de Covid-19. “Não há a autorização do hospital, dos médicos, de uma participação nesse sentido [aparecendo em vídeo durante a solenidade. A participação do prefeito se dará por meio de uma assinatura eletrônica”, reforçou.

Após a posse, será enviado à Câmara o pedido de licença por tempo indeterminado de Maguito Vilela. Assim, o vice-prefeito eleito, Rogério Cruz (Republicanos), assumiria a prefeitura. Ainda não foi divulgado nenhuma informação sobre os nomes dos novos secretários.

“Isso está sendo avaliado com toda equipe de transição, equipe de campanha, vice-prefeito e, logo em seguida à posse e transmissão do cargo será anunciado grande parte do secretariado”, completou Daniel.

Segundo Daniel Vilela, o pai vem se recuperando de maneira positiva, está com capacidade respiratória bem significativa e em processo de fisioterapia, tanto muscular quanto pulmonar. “No tempo que estive com ele, o vi assistindo vários jogos [de futebol], acho que ele já está bem atualizado dos campeonatos que estão acontecendo”, finalizou.

Maguito Vilela, em foto antes da segunda entubação — Foto: Reprodução
Maguito Vilela, em foto antes da segunda entubação — Foto: Reprodução

Histórico de internação

Maguito está internado há mais de dois meses. Ele testou positivo para o coronavírus em 20 de outubro. Dois dias depois, foi internado em um hospital de Goiânia.

Em 27 de outubro, ele recebeu diagnóstico de até 75% de inflamação nos pulmões e foi transferido para São Paulo. Em 30 de outubro, Maguito foi entubado, pela primeira vez, após piora no quadro respiratório. Em 8 de novembro, ele voltou a respirar sem o equipamento.

O político apresentou piora e foi entubado novamente em 15 de novembro, dia do primeiro turno das eleições. Dois dias depois, o candidato iniciou o tratamento respiratório com ECMO, uma máquina que imita as funções dos pulmões.

Em 3 de dezembro, após testar negativo para Covid-19, Maguito foi transferido para um leito de UTI comum do hospital. Depois de dois dias, a ECMO foi retirada.

No dia 11, o político apresentou um sangramento nos pulmões e passou por uma cirurgia para controlar o quadro. Após o procedimento, ele não teve mais hemorragias nos órgãos e voltou a ter um quadro estável, com redução dos sedativos.

Em agosto deste ano, Maguito perdeu duas irmãs para a Covid-19 em um intervalo de menos de 10 dias. Elas tinham 82 e 76 anos e moravam em Jataí, cidade natal do político, localizada no sudoeste de Goiás.

G1