
O estudante do ensino médio, Gabriel Bassi, de 17 anos, coleciona medalhas em competições de física e ciências, nacionais e internacionais. Em entrevista ao g1, Gabriel, que é de Goiânia, contou que já ganhou 20 medalhas em diferentes competições de níveis nacionais e internacionais.
“A maioria das áreas é na parte de ciências, com o tipo de olimpíada principal que eu mais faço sendo física, mas também tenho premiações nas áreas de matemática, robótica, programação. Mas é, realmente, mais na parte de física”, afirmou.
Segundo o estudante, ele participou de sua primeira olimpíada no 9° ano do ensino fundamental, em 2022. No mesmo ano, Gabriel recebeu quatro medalhas de prata em competições de astronomia, eficiência energética, raciocínio lógico e matemática, sendo três delas em nível nacional e uma internacional.
Gabriel recebeu uma menção honrosa na Olimpíada Brasileira de Física naquele ano. Ele afirmou que foi a partir daí que resolveu estudar mais sobre o assunto, que se tornaria um de seus preferídos.
“Foi realmente o que me deu vontade de estudar física, de melhorar nessa parte”, destacou.
A dedicação de Gabriel na área surtiu efeito e, em 2023, ele recebeu medalha de ouro estadual e bronze nacional na mesma competição. Em 2024, o estudante recebeu a medalha de bronze no Torneio Internacional de Jovens Físicos (IYPT), e uma de prata em 2025 (confira o quadro completo de premiações ao final do texto).
Ao g1, a mãe de Gabriel, a psicóloga Ângela Sampaio, destacou que tem orgulho da trajetória do filho. Ela afirmou que acompanhou a disciplina de Gabriel, que sonhava e se preparava para estudar no exterior desde muito cedo.
“Ele sempre foi curioso e cheio de iniciativa, participando de olimpíadas científicas e projetos sociais que ajudaram a formar, não só seu lado acadêmico, mas também seu senso de liderança e responsabilidade”, destacou.
Gabriel contou que prestou o Enem em 2023 e 2024, mas não sabe se fará novamente este ano. De acordo com ele, seu foco está em faculdades internacionais, principalmente nos Estados Unidos.
O estudante explicou que, para estudar nessas faculdades, não há necessidade de fazer o exame nacional, e sim um processo de “application”, pelas quais ele enviou seu currículo e redações e aguarda pelos resultados, que devem sair em 2026.
Gabriel destacou que o pai é engenheiro e que pretende estudar engenharia mecânica com o foco em aeronaves, otimizando modelos.
“Eu tenho interesse em fazer pesquisa na otimização de modelo aeronâutico, em design aerodinâmico, e se eu for fazer uma especialização, quero fazer também nessa área”, pontuou.
G1 Goiás