
Ketanji Brown Jackson tomou posse nesta quinta-feira (30) como juíza da Suprema Corte dos Estados Unidos, fazendo história como a primeira mulher negra na principal corte da Justiça do país, em um momento em que sua maioria conservadora exerce sua força em grandes decisões.![]()
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Jackson, de 51 anos, chega ao bloco progressista da corte, que tem maioria conservadora de 6 a 3. Sua chegada, na cadeira que era ocupada pelo juiz progressista Stephen Breyer, que se aposentou, ocorre seis dias após a corte reverter a decisão Roe vs. Wade, de 1973, que legalizou o aborto em todo o país. Breyer, que aos 83 anos era o decano da corte, se aposentou oficialmente nesta quinta-feira (30).
“Com o coração cheio, eu aceito a responsabilidade solene de apoiar e defender a Constituição dos Estados Unidos e de aplicar a Justiça sem medo ou favorecimento”, disse Jackson em nota.
Uma pesquisa da Reuters/Ipsos nesta semana apontou que a maioria dos norte-americanos –57%– possui uma opinião negativa sobre a corte após a decisão sobre o aborto, uma mudança significativa em relação ao início do mês, quando uma maioria estreita tinha uma boa avaliação sobre o tribunal.
Jackson é 116ª magistrada da corte, a sexta mulher e a terceira pessoa negra a servir na Suprema Corte desde sua fundação, em 1789.
“Estou feliz pela América”, disse Breyer em nota. “Ketanji irá interpretar a lei com sabedoria e justiça, ajudando a lei a funcionar melhor para o povo americano, a quem serve.”
Como os três juízes conservadores indicados pelo ex-presidente Donald Trump, Jackson é jovem o suficiente para servir por décadas no cargo, que é vitalício.
Agência Brasil