O promotor José Domingo Pérez, membro da equipe especial do Ministério Público que investiga o caso Lava Jato no Peru, solicitou nesta quinta-feira (10) que Keiko Fujimori, que concorre à presidência, volte a cumprir com uma prisão preventiva.

A candidata do partido de direita Fuerza Popular responde a acusação por lavagem de dinheiro e conseguiu liberdade condicional antes do início da campanha presidencial.

O pedido de revogação da liberdade de Keiko acompanha uma turbulenta disputa pelo governo do país que ainda não está definido, mesmo com 99% das urnas apuradas.

Segundo documento enviado por Domingo ao juiz Víctor Zúñiga, responsável pelo caso, Keiko teria descumprido com acordos previstos para sua liberação, como não manter contato com testemunhas.

“Foi determinado novamente que a acusada Fujimori Higuchi não cumpre com a restrição de não se comunicar com testemunhas, e se tornou público e notório que ela tem se comunicado com a testemunha Miguel Torres Morales”, diz o requerimento.

A equipe especial do caso ‘Lava Jato’ investiga os casos de corrupção relacionados à Odebrecht, que envolvem os ex-presidentes Alejandro Toledo, preso nos Estados Unidos; Ollanta Humala, preso durante 9 meses; Alan García, morto em 2019, e Pedro Pablo Kuczynski, preso em 2019.

Keiko teria recebido dinheiro de origem ilegal durante suas campanhas presidenciais em 2011 e 2016.

G1