Goiás
9 01/02/2020

Internacionalização do aeroporto de Goiânia vai favorecer setor empresarial

Internacionalização do aeroporto de Goiânia vai favorecer setor empresarial

Santa Genoveva ainda passa por adaptações para conseguir liberação da Anac, mas a expectativa é de aumento no números do setor.

A prometida internacionalização do Aeroporto Santa Genoveva gera expectativa não só por facilitar a vida do turista goiano, mas também pelas oportunidades que voos internacionais, sem conexões, podem gerar. Uma delas é o incremento do turismo de negócio. Atualmente, o empresário goiano tem que passar por uma verdadeira odisseia para encontros pessoais com investidores internacionais e/ou vender seu produto.

O aeroporto de Goiânia ainda passa por algumas adaptações exigidas pela Polícia Federal, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional. Entre elas está a ampliação do espaço para Raio X e adaptações físicas para segurança. Após isso, a Anac ainda tem que emitir portaria com a autorização para voos internacionais. Processo que deve demorar 30 dias.

O presidente da Goiás Turismo, Fabrício Amaral, aponta que o Estado está fazendo a sua parte para que a internacionalização saia do papel. Além da iniciativa de preparar o aeroporto para receber voos diretos internacionais, o governo ainda baixou o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre o combustível de avião, de 15% para 7%. O que já deu resultados práticos como a atração de novos voos, como o Rio Verde – São Paulo.

Presidente da Goiás Turismo, Fabrício Amaral (esq.), ao lado do governador Ronaldo Caiado e do ministro Marcelo Álvaro Antônio (Foto: Divulgação)

“Estamos facilitando a logística dos empresários”, salienta Fabrício. “O que pode incrementar não somente o turismo de negócios, mas eventos de moda, lazer e saúde. E acredito que tanto a internacionalização, quanto a queda na taxa do combustíveis vai ampliar o ambiente de negócios no Estado”, diz.

Fabrício, no entanto, salienta que é preciso ter também o interesse das empresas aéreas para que os voos diretos para o exterior sejam efetivados. “Estamos fazendo a nossa parte. A expectativa é a melhor possível. Há interesse”.

Encurtar caminhos

O presidente da Associação Pró-Desenvolvimento do Estado de Goiás (Adial), Otávio Lage de Siqueira Filho, também vê com bons olhos a internacionalização. Ele salienta que muitos clientes e investidores perdem muito tempo, às vezes um dia e meio, para chegar em Goiânia vindos de destinos internacionais, por conta das conexões obrigatórias em outros aeroportos do país.

Presidente da Adial, Otávio Lage de Siqueira Filho (Foto: Divulgação)

“É importante encurtar caminho e tempo do empresário”, salienta. “Quando isso estiver funcionando de forma efetiva, vai facilitar os negócios, sobretudo para quem exporta. Nossos contatos com clientes da Alemanha, França, Estados Unidos e Canadá ficam facilitados”, considera Otávio, que também é diretor-presidente da Jalles Machado, empresa do setor sucroenergético.

Fonte: Jornal Opção

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