Projeto de lei quer acabar com tarifa básica na conta de água em Goiás

Projeto de lei quer acabar com tarifa básica na conta de água em Goiás

Cobrança atualmente seria de até R$ 12 por mês. Saneago diz que a proposta provocaria impacto e a necessidade de novos estudos tarifários para garantir serviços.

Acabar com a tarifa básica na conta de água é o que propõe um projeto de lei que começou a tramitar na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). A proposta visa trazer um alívio para o bolso consumidor, mas de acordo com a Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago), se o projeto for aprovado, a empresa terá que fazer um novo estudo tarifário. Com a revisão, há o risco de aumento em outras cobranças.

“A Saneago entende que a proposta em questão provocaria impacto em toda a estrutura tarifária vigente, promovendo a necessidade de novos estudos tarifários para a garantia da prestação de serviços”, diz a nota, informado ainda “que as tarifas praticadas para os serviços de água e esgoto são definidas pela Agência Goiana de Regulação – AGR, a partir de dados enviados pela Companhia”.

Apresentado na última quinta-feira (25), o texto do projeto altera a Lei 14.939, de 15 de setembro de 2014, que regulamenta o serviço no Estado. Segundo a assessoria do deputado estadual Cairo Salim (Pros), hoje, pela lei estadual, a taxa é baseada em custo mínimo fixo necessário para amortização, operação e manutenção do sistema disponibilizado.

Para o deputado, essa conta deveria ser paga pela concessionária. “Não é certo o consumidor pagar por valores que não sejam aqueles correspondentes ao que efetivamente utilizou. Essa responsabilidade de arcar com manutenção e operação do sistema de saneamento deve recair sobre a empresa”, afirmou o parlamentar.

A Saneago atua em 225 cidades no estado e, segundo a assessoria do deputado, cobra R$ 6,36 ou R$ 12,71 por mês na tarifa básica, dependendo da categoria em que o consumidor se encontra. O G1 questionou a empresa sobre os valores, mas não obteve resposta.

“Tais custos operacionais não devem ser repassados ao usuário, tratando-se de obrigações inerentes ao contrato de prestação do serviço firmado com o Estado, cuja obrigação é própria da contratada. É necessário resguardar o direto do consumidor de pagar pelo que efetivamente consumiu”, disse o deputado.

De acordo com assessoria do parlamentar, o projeto de lei deve chegar na próxima semana à Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) da Alego. Ainda segundo a equipe do deputado, antes de propor o projeto, Cairo se reuniu com a procuradoria da Assembleia, para evitar que o projeto de lei esbarrasse em alguma inconstitucionalidade.

Para passar a valer, a extinção da cobrança precisa ser votada duas vezes plenário da Casa e, se aprovada, vai para a sanção ou não do governador Ronaldo Caiado (DEM).

Fonte: G1 Goiás

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